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Plano de combate à vespa velutina da Comunidade Intermunicipal do Cávado já está no terreno

 

Entrega de equipamentos para combate à Vespa velutina Foto: CIM Cávado


A Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) procedeu ontem, 23 de março, em Esposende, à entrega de equipamentos – armadilhas seletivas e atrativo com isco alimentar – para controlo da espécie exótica invasora Vespa velutina aos municípios de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, no âmbito do Plano Estratégico de deteção e controlo da Vespa Velutina na NUTS III do Cávado.

O ato contou com a presença dos Vereadores de Esposende e Amares, Guilherme Emílio e Delfim Rodrigues, e do Primeiro Secretário Executivo da CIM Cávado, Rafael Amorim, e representantes da Associação de Apicultores (APICAVE), bem como equipas técnicas dos Municípios associados.

Este projeto, apoiado pelo Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – POSEUR,  tem como principal objetivo implementar uma estratégia integrada e coordenada na NUT III do Cávado e que seja comum aos 6 municípios que a constitui, reforçando a sua capacidade de intervenção na identificação, na prevenção e no controlo da espécie Vespa velutina.

A concretização e operacionalização das ações propostas neste plano, permitirão controlar e monitorizar a evolução da Vespa velutina no território, de forma a dotar as entidades envolvidas de maior capacidade de intervenção e conhecimento. Pretende-se ainda, sensibilizar e capacitar a população para os riscos desta espécie promovendo uma melhor prevenção e controlo na sua evolução.

De acordo com os dados da plataforma Stopvespa sob gestão do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), no ano 2021 na NUTS III do Cávado foram registados mais de 2000 avistamentos/ninhos destruídos.

A Vespa velutina é uma espécie invasora que causa efeitos negativos em várias áreas distintas: no ambiente, na biodiversidade e na apicultura: devido à forte predação de abelhas e de outros insetos polinizadores, provocando um desequilíbrio nos ecossistemas. Causa ainda efeitos nocivos na saúde pública, pelo perigo que constitui devido ao seu comportamento agressivo que apresentam quando alguém perturba os seus ninhos e pelos efeitos do seu veneno.