Detido presumível autor de 20 crimes de incêndio florestal em Ponte da Barca

A Polícia Judiciária deteve o presumível autor de vinte crimes de incêndio florestal em diversas freguesias de Ponte da Barca
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) refere que, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, com a estreita colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Zona Norte, deteve, ontem, fora de flagrante delito, o presumível autor de vinte crimes de incêndio florestal, ocorridos entre os dias 09 de abril e 28 de agosto do corrente ano, em diversas freguesias do concelho de Ponte da Barca.
Durante o referido período de tempo, várias freguesias do concelho de Ponte da Barca, designadamente Vila Nova de Muía, Touvedo, Paço Vedro Magalhães, Vila Chã e Lindoso, foram sistematicamente atingidas por uma onda simultânea de incêndios florestais, causando alerta entre a população local.
Alguns dos incêndios ocorreram em zona integrante do Parque Nacional da Peneda-Gerês, tendo, os mais recentes, afetado área localizada em Touvedo, consumindo mais de uma centena de hectares de floresta.
Segundo a PJ, o detido, um homem de 28 anos de idade, e aparentemente movido pelo fascínio do fogo, ora se introduzindo na floresta, ora fazendo uso da sua viatura pessoal, sobretudo em período da tarde, através de chama direta, circulava por aquele território e procedia a inúmeras ignições.
A Polícia Judiciária acredita que o arguido seja responsável por dezenas de incêndios lavrados nas freguesias identificadas e noutras, nos últimos anos, o que fez elevar este concelho para um dos que maiores índices de ignições tem averbado.
Os vários locais onde os incêndios ocorreram, situam-se em zonas com condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando enorme risco, potencialmente alimentado pela carga combustível ali existente e pela orografia própria da região, o que se traduziu em elevadíssimo perigo concreto para as pessoas, para os seus bens patrimoniais e para o ambiente, com elevado potencial de destruição de área natural pertencente ao Parque Nacional da Peneda Gerês, refere ainda o comunicado da PJ.
As diligências realizadas permitiram a recolha de vasto acervo probatório e levaram à detenção fora de flagrante delito do arguido, o qual será, amanhã, presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, esclarece a PJ.

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